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Tablet Infantil

Qual é a idade Recomendada para comprar um Tablet?

Uso de tablets por crianças

Antes de comprar um tablet para crianças muitos de vocês se perguntam: qual é a idade recomendada para ter um tablet. Em PequeTablet acreditamos que depende da criança, mas o suficiente para entender que, se cair no chão, vai quebrar. Muitos fabricantes de tablets infantis colocam a idade recomendada “a partir dos três anos”. Mas para aqueles que têm crianças pequenas sabem que, desde que são bebês, eles já estão fazendo malabarismos para pegar nosso celular. Isso é bom ou ruim para eles? Além de nossas opiniões pessoais, ou as dos fabricantes de tablets, queríamos pesquisar o que dizem os especialistas sobre o uso de tablets na infância.

Qual é a idade recomendável para crianças comecem a usar tablets?

Profissionais de diferentes áreas concordam que não há uma idade estabelecida para crianças pequenas começarem a usar tablets senão, como afirma o Dr. Álvaro Díaz Conradi, Vocal da Sociedade Espanhola de Pediatria, “seu uso é relacionado com o momento a partir do qual a criança é capaz de interagir com seu entorno”. A pediatra María Angustias Salmerón Ruiz, membro da Associação Espanhola de Pediatria e coordenadora do grupo de trabalho de cyberbullying da Sociedade Espanhola de Medicina e do Adolescente, acrescenta que “se trata de uma ferramenta útil, que não é ruim e nem boa por si só, o importante é o uso feito por ambos os pais e a criança”.

Nesta linha, Daniel Domínguez, professor da UNED e presidente do Observatório para a CyberSociedade, afirma que “qualquer dispositivo com capacidade interativa, audiovisual e táctil, que permita às pessoas se conectarem umas às outras e façam uso de elementos gráficos, sonoros e textuais, é um estímulo para as crianças e, em geral, para qualquer pessoa que tenha interesse em acessar informações e conhecimento “.

Se, então, o debate não é centrado na idade, mas no uso, como deve ser esse uso? Quem deve regulá-lo? Qual função o pai ou responsável cumpre? Como deve ser a relação entre criança-pais e o tablet?

O papel dos pais é fundamental na relação entre a criança e tablet, mas não é diferente daquele ao que exercem durante o processo de educação e socialização no estágio de desenvolvimento das crianças. O ponto está em que os pais ou responsáveis assumam o compromisso de regular o uso que as crianças fazem nesse tipo de tecnologia e se comprometam a educá-los quanto ao seu uso racional e com bom senso.

É nesse contexto que a palavra ‘controle’ adquire relevância em duas dimensões principais, segundo Daniel Domínguez: o controle do tempo máximo de uso, para evitar excessos ou dependências; e, o controle da escolha de conteúdos apropriado, para prevenir o acesso a informações inadequadas à idade da criança.

Tempos de uso: os tablets não são babás

Como explica Maria Angustias Salmerón Ruiz, às vezes, os pais usam dispositivos eletrônicos para entreter a criança, deixando de lado brincadeiras tradicionais e as relações familiares ou com outras crianças, que também são essenciais para o desenvolvimento dela. É importante alcançar um equilíbrio no tempo de uso e, portanto, a criança deve “usar o tablet para se divertir enquanto aprende, sem tirar seu tempo para outras atividades também necessárias para cada idade”, resume Álvaro Díaz Conradi.

Conteúdos adequados para cada idade

No que diz respeito aos conteúdos, aqui podemos discutir sobre definição de idade para o uso. “Como acontece no mundo analógico com a televisão, a imprensa, etc., existem aplicativos no mundo digital que fornecem jogos, textos, serviços de comunicação, fotografia, etc., mais apropriados para algumas idades do que para outras”, afirma Daniel Domínguez e acrescenta que, no caso das crianças, “esses aplicativos digitais são regulados da mesma forma que estão os jogos no espaço físico”. Outro fator importante nesse aspecto é a instalação de antivírus e a limitação do acesso a páginas com conteúdos inadequados, afirma a Dra. Salmerón Ruiz.

Tablets: estimuladores no processo de aprendizagem

O uso do tablet pode ser uma ferramenta interessante e útil para o desenvolvimento cognitivo da criança. O Dr. Diaz Conradi argumenta que “este dispositivo é capaz de estimular o processo de aprendizagem de uma forma simples e agradável”, e associa seu uso com habilidades de desenvolvimento como leitura e escrita, desenho ou estimulação visual e auditiva. Daniel Domínguez também explica que “além de um tablet oferecer a funcionalidade intrínseca associada ao hardware que ele tem (interação com touch, áudio, vídeo, velocímetro, etc.) e aqueles que incorporam os apps próprios instalados no dispositivo; os tablets fornecem uma série de elementos que aumentam as capacidades de ação no mundo físico”.

Um exemplo disso é que “a comunicação pode ser simultânea com muitas pessoas, a leitura é enriquecida com funcionalidades multimídia, o jogo pode ser socializado, etc”. Para Dominguez, o fato dos tablets terem as vantagens que as tecnologias digitais possuem, permite que seu uso seja um aprimoramento das capacidades de criação, pesquisa, descoberta, curiosidade, bem como um meio para desenvolver funções cognitivas relacionadas ao gerenciamento de informação, raciocínio, atenção, resolução de problemas ou tomada de decisão, entre outros aspectos.

Outro pediatra que se pronunciou surpreendentemente a favor dos tablets é Dimitri Christakis. Este pesquisador do Instituto de Pesquisa Infantil de Seatle disse mais de uma vez que as crianças não deveriam assistir à televisão até os dois anos de idade. No entanto, a sua opinião sobre os efeitos das telas no cérebro das crianças é muito diferente quando se trata de um tablet ou iPad.

A tecnologia desde cedo não é sinônimo de crianças mais inteligentes

A psicóloga Amanda Moreno faz um ponto de virada nesse debate e explica que, além do bom uso que uma criança pode fazer com um tablet, é importante não confundir que crianças “necessariamente” devem usar essa tecnologia desde cedo. Isto é, se eles não o usam, não tem problema. Moreno explica que “fruto da época em que estamos vivendo, existem pais que se preocupam, porque se seus filhos se familiarizarem com a tecnologia desde muito pequenos, já acham que, com isso, a criança será melhor, mais inteligente, mais rápida… e isso é um erro”.

O foco nos adolescentes

A tecnologia será uma ferramenta essencial no futuro e é um fato que não podemos evitar, mas podemos controlar e educar em relação aos seus hábitos de uso. A partir da infância, mas sem esquecer a adolescência, que atualmente é foco de atenção dos profissionais. A Dra. Salmerón Ruiz foca nesse grupo porque considera que “a adolescência é uma idade vulnerável a sofrer cyberbullying”, ao mesmo tempo em que alerta que cuidados especiais devem ser tomados com crianças a partir dos 10 anos de idade, tendo em vista que nessa idade, elas começam a ficar mais ciumentas com a sua privacidade. O uso que os adolescentes fazem dos celulares é outro problema que os profissionais alertam. 

Resumo
Data
Opinião dos leiores
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